
Comecei a usar a Wise em 2020, justamente quando minhas viagens internacionais começaram a se tornar mais frequentes.
Eu precisava de uma solução que não funcionasse apenas em um destino específico.
Queria algo que pudesse me acompanhar em viagens diferentes, com moedas diferentes e, principalmente, em países onde nem sempre é fácil depender de cartão de crédito tradicional.
Depois de mais de 20 países utilizando a Wise, posso dizer que já usei o cartão nas Américas, Europa, África e Ásia.
E existe um recurso que, para mim, faz enorme diferença:
a possibilidade de chegar a outro país e sacar a moeda local em um caixa eletrônico.
Em muitos lugares isso é apenas uma facilidade.
Em alguns países africanos por onde viajei, pode ser a diferença entre conseguir continuar normalmente a viagem ou ficar procurando uma alternativa para conseguir dinheiro em espécie.
Como organizo meu dinheiro antes de viajar
Eu não espero chegar ao aeroporto para começar a pensar em dinheiro.
Antes da viagem, costumo comprar dólares aos poucos e deixar o saldo disponível na minha conta Wise.
Quando chego ao destino, normalmente faço duas coisas.
Primeiro, saco uma quantidade da moeda local.
Depois observo como funciona a aceitação de cartão naquela cidade.
Se estou em um destino onde restaurantes, hotéis, supermercados e transportes aceitam cartão com facilidade, deixo a maior parte do dinheiro na Wise e carrego pouco dinheiro físico.
Se estou em uma região onde pagamentos eletrônicos são menos comuns, aumento minha reserva em espécie.
Essa diferença é muito importante.
A forma como organizo dinheiro para uma viagem pela Europa não necessariamente será igual à forma como organizo para uma viagem pelo interior de um país africano.
Eu nunca viajo dependendo somente do cartão
Essa é provavelmente a principal regra deste artigo.
A Wise é uma ferramenta da minha viagem. Não é minha única alternativa.
Mesmo depois de anos utilizando o cartão sem ter enfrentado um problema importante, continuo carregando dinheiro físico.
Em destinos com boa aceitação de cartão, normalmente tento manter comigo algo equivalente a aproximadamente US$ 100 em moeda local, embora isso dependa completamente do país e da duração da viagem.
O motivo é simples.
Pode faltar internet.
Uma máquina pode estar fora de serviço.
Um estabelecimento pode aceitar apenas dinheiro.
O caixa eletrônico disponível pode apresentar algum problema.
Ou você pode simplesmente chegar a uma região onde cartão não faz parte da rotina comercial.
Em muitos lugares que conheci na África, principalmente fora das capitais e dos grandes centros, dinheiro continua sendo essencial.
Por isso, minha lógica é:
cartão + dinheiro local + uma alternativa de emergência.
Por que a possibilidade de sacar dinheiro é tão importante para mim
Essa talvez seja a função que mais me fez continuar utilizando a Wise ao longo dos anos.
Já fiz saques com o cartão em caixas eletrônicos nos quatro continentes que mencionei.
Para mim, essa flexibilidade é especialmente útil quando chego a um país sem querer viajar carregando grandes quantidades de dinheiro desde a origem.
A Wise informa que o cartão pode ser utilizado para saques em grande parte dos caixas eletrônicos compatíveis com sua bandeira, embora existam países e regiões onde o serviço não funciona. (Wise)
Também é importante entender que sacar dinheiro não significa necessariamente sacar sem custo.
As tarifas dependem do país onde o cartão foi emitido e do uso da conta.
Para cartões emitidos no Brasil, a Wise informa atualmente um saque sem tarifa fixa da Wise por mês; nos saques seguintes há cobrança fixa de R$ 20. Também podem existir tarifas variáveis quando o usuário ultrapassa sua franquia mensal, além de cobranças feitas pelo próprio operador do caixa eletrônico. (Wise)
Por isso, antes de viajar, consulte as condições dentro do próprio aplicativo.
As tarifas podem mudar.
Uma dica importante no caixa eletrônico: escolha a moeda local
Essa é uma daquelas pequenas decisões que podem evitar um câmbio pior.
Alguns caixas eletrônicos perguntam algo parecido com:
“Deseja fazer a conversão para sua moeda?”
Ou apresentam a opção de cobrar em reais, dólares ou na moeda local.
A própria Wise recomenda recusar a conversão oferecida pelo caixa eletrônico e selecionar a moeda local do país.
Se você está sacando na Europa, por exemplo, escolha euros quando essa for a moeda local.
Isso evita que o operador do ATM faça sua própria conversão com uma cotação potencialmente menos favorável. (Wise)
É uma regra que considero fácil de lembrar: estou na moeda daquele país? Escolho a moeda daquele país.
Preciso comprar a moeda do destino antes?
Não necessariamente.
Uma das características interessantes da Wise é trabalhar com diferentes moedas dentro da mesma conta.
Se você já possui a moeda da compra, o pagamento pode ser debitado diretamente daquele saldo.
Se não possui, a Wise pode fazer uma conversão a partir de outro saldo disponível e cobrar a taxa correspondente. A empresa chama esse mecanismo de conversão inteligente. (Wise)
Existe, porém, uma particularidade importante para cartões emitidos no Brasil: a Wise informa que a conversão inteligente não funciona quando o real brasileiro está envolvido. (Wise)
É um dos motivos pelos quais minha prática pessoal é comprar dólares antecipadamente.
Assim, já viajo com saldo internacional disponível.
Isso também me ajuda a organizar o orçamento aos poucos, em vez de precisar converter todo o dinheiro na semana da viagem.
A Wise funcionou em todos os lugares onde precisei?

Até hoje, na minha experiência, sim.
Já utilizei em mais de 20 países e não tive uma situação em que precisasse usar a Wise e simplesmente não conseguisse.
Mas isso não significa que o cartão funciona literalmente em qualquer lugar do planeta.
A própria Wise mantém uma lista de países e regiões onde seus cartões não funcionam por restrições operacionais ou regulatórias. (Wise)
Também existem estabelecimentos que aceitam somente cartões emitidos localmente.
Por isso, antes de viajar para um destino diferente, vale conferir se existe alguma restrição específica.
Minha experiência positiva não substitui essa consulta.
Segurança é uma das principais vantagens para mim
Viajar carregando uma grande quantidade de dinheiro físico nunca foi minha primeira escolha.
Dinheiro perdido dificilmente volta.
Com uma solução digital, você consegue acompanhar transações e administrar o cartão pelo aplicativo.
Para mim, isso torna a organização da viagem mais simples.
Mas segurança também significa não colocar todos os recursos em um único lugar.
Por isso continuo carregando uma parte em dinheiro.
Imagine perder sua carteira contendo cartão e todo o dinheiro disponível ao mesmo tempo.
É justamente esse tipo de situação que tento evitar dividindo os recursos.
Wise ou cartão de crédito tradicional?

Não vejo essa comparação como uma guerra entre produtos.
Cada viajante precisa analisar seus cartões, benefícios, seguros, pontos, taxas e tipo de viagem.
No meu caso, a Wise ganhou espaço principalmente por dois motivos:
praticidade e acesso a dinheiro local.
Eu consigo utilizar o cartão para pagamentos e, quando preciso de dinheiro físico, procurar um ATM compatível e sacar.
Também consigo acompanhar o saldo e fazer conversões pelo aplicativo.
A Wise informa que é possível manter dinheiro em mais de 40 moedas e realizar conversões entre elas, com tarifas que variam conforme as moedas envolvidas. (Wise)
Para mim, isso funciona melhor do que viajar dependendo exclusivamente de dinheiro vivo.
E as taxas de conversão?
Esse ponto precisa ser explicado com cuidado porque muita propaganda sobre contas internacionais cria a impressão de que praticamente tudo é gratuito.
Não é assim.
A Wise cobra tarifas em determinadas conversões, transferências e saques.
Se você já possui exatamente a moeda utilizada na compra, o pagamento com o cartão não tem taxa de conversão da Wise.
Se for necessário converter de uma moeda para outra, existe uma tarifa que varia de acordo com as moedas e condições da operação. (Wise)
Por isso, eu evitaria escrever ou acreditar em frases como:
O correto é verificar o custo apresentado no aplicativo para aquela operação.
Transparência é mais importante do que tentar vender a ideia de que um produto financeiro é totalmente gratuito.
O próprio caixa eletrônico pode cobrar
Isso já merece um alerta separado.
Mesmo quando determinado saque está dentro da franquia da Wise, o banco proprietário do caixa eletrônico pode cobrar sua própria tarifa.
Essa cobrança não pertence à Wise.
Normalmente o ATM apresenta o valor na tela antes da confirmação.
A Wise também alerta que não consegue prever essas tarifas porque são definidas pelos operadores dos caixas. (Wise)
Se o valor parecer alto, você pode cancelar e procurar outro ATM.
Em alguns destinos existe diferença significativa entre caixas eletrônicos.
Quanto dinheiro levar em espécie?
Não existe uma resposta universal.
Depende completamente do destino.
Em uma grande cidade europeia com ampla aceitação de cartões, posso andar com pouco dinheiro.
Em uma região do interior da África, a estratégia muda.
Antes da viagem, pesquise:
- aceitação de cartões;
- disponibilidade de caixas eletrônicos;
- estrutura bancária fora da capital;
- moeda utilizada;
- possibilidade de pagar hospedagem e transporte com cartão.
O erro é pensar que a mesma estratégia financeira funciona em qualquer lugar.
Não funciona.
O que faço antes de embarcar
Minha preparação é relativamente simples.
Confiro meu saldo.
Verifico se tenho dinheiro disponível em uma moeda internacional.
Confiro o cartão.
Analiso se o destino tem boa estrutura de caixas eletrônicos.
E separo um pouco de dinheiro físico.
Também considero importante verificar no aplicativo os limites de gastos e saques antes de uma viagem mais longa ou que envolva valores maiores. A Wise permite consultar os limites diários e mensais diretamente na área do cartão. (Wise)
São alguns minutos de preparação que podem evitar problemas longe de casa.
Um cuidado especial para países com pouco uso de cartão
Esse é provavelmente o ponto em que minha experiência pessoal mais influencia este artigo.
Não monte sua viagem imaginando que todo destino funciona como uma grande capital turística.
Existem regiões onde dinheiro físico domina praticamente todas as transações.
Mercado.
Táxi.
Restaurante pequeno.
Transporte local.
Comércio.
Em algumas dessas situações, ter um cartão internacional significa principalmente ter uma maneira de acessar dinheiro, e não necessariamente utilizá-lo diretamente em cada estabelecimento.
Foi aí que a Wise mais me ajudou em determinadas viagens pela África.
Eu conseguia encontrar um caixa eletrônico, sacar a moeda local e continuar a viagem normalmente.
Para mim, a Wise faz sentido porque…
…me oferece praticidade e segurança, principalmente pela possibilidade de viajar sem precisar carregar todo o dinheiro em espécie desde o início.
Já utilizei a Wise nas Américas, Europa, África e Ásia.
Até hoje funcionou quando precisei.
Mas minha recomendação continua sendo a mesma que aplico nas minhas próprias viagens:
não dependa exclusivamente dela.
Tenha cartão.
Tenha uma quantidade de dinheiro local.
E tenha um plano B.
Uma boa ferramenta financeira não elimina os imprevistos de uma viagem.
Ela simplesmente deixa você mais preparado para lidar com eles.
